Cripta Arqueológica
do Castelo
R. do Convento de Aracoelli 12, 7580-131 Alcácer do Sal
Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do SalEscondida sob as muralhas do Castelo de Alcácer do Sal, a Cripta Arqueológica oferece uma viagem única através de milhares de anos de história. Este espaço preserva vestígios das antigas civilizações que ocuparam a cidade, desde os tempos romanos até ao período islâmico e medieval.
Durante a época romana, Alcácer do Sal — então conhecida como Salacia Urbs Imperatoria — era um importante porto comercial ligado ao rio Sado e ao comércio do sal, do peixe e do azeite. A cripta revela parte dessa herança, com ruínas de ruas, edifícios e estruturas funerárias que testemunham a importância da cidade no mundo romano.
Um dos aspetos mais fascinantes deste local é a forma como diferentes épocas históricas se sobrepõem. Caminhar pela cripta é descobrir camadas sucessivas da história de Alcácer: romana, visigótica, islâmica e cristã. Poucos lugares em Portugal permitem observar de forma tão clara a continuidade da vida urbana ao longo de mais de dois mil anos.
Hoje, a Cripta Arqueológica é considerada um dos tesouros históricos mais importantes do Alentejo, convidando visitantes a explorar o passado profundo de Alcácer do Sal enquanto desfrutam das vistas magníficas do castelo sobre o rio e a cidade.



Igreja de Santa Maria do Castelo
R. da Matriz, Alcácer do Sal
(adjacent to Castelo)

Situada no ponto mais alto de Alcácer do Sal, dentro das muralhas do castelo, a Igreja de Santa Maria do Castelo é um dos monumentos históricos e espirituais mais importantes da cidade. Ao longo de séculos, este local acompanhou as várias civilizações que marcaram Alcácer, refletindo a profunda ligação entre história, religião e poder estratégico sobre o rio Sado.
Acredita-se que a igreja tenha sido construída após a conquista cristã da cidade no século XIII, provavelmente sobre antigos espaços religiosos islâmicos e, possivelmente, sobre estruturas ainda mais antigas da época romana. A sua localização privilegiada mostra bem a importância do castelo como centro defensivo e político da região durante a Idade Média.
O interior da igreja apresenta uma atmosfera simples e solene, típica de muitos templos históricos alentejanos. Ao longo dos séculos sofreu várias alterações arquitetónicas, especialmente após o terramoto de 1755, mas preserva ainda elementos históricos de grande valor. Entre os aspetos mais marcantes encontram-se os antigos túmulos, o ambiente silencioso do recinto e as magníficas vistas sobre o rio, os arrozais e a cidade branca de Alcácer do Sal.
A igreja está também ligada à memória de figuras importantes da história portuguesa. Segundo a tradição local, aqui se encontra o túmulo de D. Yoshida? No—more famously, a tradição associa o espaço ao repouso de nobres e cavaleiros ligados à Reconquista Cristã. O conjunto monumental formado pela igreja, o castelo e a antiga alcáçova cria uma das paisagens históricas mais emblemáticas do Alentejo.
Hoje, visitar a Igreja de Santa Maria do Castelo é descobrir um lugar onde diferentes épocas da história portuguesa permanecem vivas — das muralhas islâmicas à espiritualidade medieval cristã, sempre com a paisagem tranquila do Sado como pano de fundo.
Photographer
José Fura
Instalado na antiga Igreja do Espírito Santo, no coração histórico de Alcácer do Sal, o Museu Municipal Pedro Nunes convida os visitantes a descobrir mais de dois mil anos de história da cidade e do rio Sado.
Fundado em 1894, é um dos museus municipais mais antigos de Portugal e recebeu o nome de Pedro Nunes, o célebre matemático, cosmógrafo e cientista nascido em Alcácer do Sal no século XVI. Conhecido como um dos grandes génios científicos da época dos Descobrimentos Portugueses, Pedro Nunes contribuiu para o desenvolvimento da navegação oceânica e da cartografia moderna.
O museu reúne um importante espólio arqueológico que revela as muitas civilizações que passaram por Alcácer do Sal — desde os povos fenícios e romanos até ao período islâmico e medieval. Entre as peças mais fascinantes encontram-se objetos da Idade do Ferro, vestígios romanos, cerâmicas islâmicas e artefactos ligados ao comércio mediterrânico que durante séculos marcou a vida da cidade.
Após uma profunda renovação e trabalhos arqueológicos realizados durante mais de uma década, o espaço reabriu em 2019, combinando arquitetura histórica com uma museografia moderna e luminosa. Hoje, o Museu Municipal Pedro Nunes é um dos principais centros culturais de Alcácer do Sal, oferecendo uma experiência que liga ciência, arqueologia, navegação e identidade local.



Igreja de Santiago
7580 104 R. Dr. Augusto de Matos 21, Alcácer do Sal
Localizada no centro histórico de Alcácer do Sal, a Igreja de Santiago é um dos mais antigos e simbólicos templos da cidade. A sua origem remonta provavelmente ao período medieval, estando ligada à Ordem de Santiago, a poderosa ordem militar e religiosa que desempenhou um papel fundamental na Reconquista Cristã do sul de Portugal.
Depois da conquista de Alcácer do Sal aos muçulmanos no século XIII, a Ordem de Santiago ajudou a consolidar a presença cristã na região, protegendo as rotas comerciais e promovendo o povoamento do território. A igreja tornou-se assim um importante centro religioso e comunitário da vila medieval.
Ao longo dos séculos, o edifício sofreu várias transformações arquitetónicas, refletindo diferentes épocas da história portuguesa. Apesar dessas alterações, a Igreja de Santiago conserva ainda uma atmosfera profundamente histórica e tranquila, marcada pela simplicidade típica do Alentejo e pela ligação às antigas tradições religiosas da cidade.
O interior destaca-se pelos altares, pelas imagens sacras e pela luz suave que atravessa o espaço, criando um ambiente de recolhimento e serenidade. No exterior, a fachada discreta integra-se harmoniosamente nas ruas antigas de Alcácer, convidando os visitantes a descobrir um dos muitos tesouros escondidos da cidade histórica.
Hoje, a Igreja de Santiago continua a fazer parte da vida cultural e espiritual de Alcácer do Sal, sendo também um ponto de interesse para quem deseja compreender melhor a profunda ligação entre a cidade, a Ordem de Santiago e a história medieval portuguesa.

